A LIBERDADE CRISTÃ: CRENTE PODER BEBER BEBIDA ALCOÓLICA?
ESTUDO
SOBRE A LIBERDADE CRISTÃ
Esse estudo fez parte de aulas que dei nas reuniões com jovens da minha igreja sobre assuntos polêmicos entre os cristãos.
Introdução
Nossos
dias são difíceis (2 Tm 3:1), são dias maus (Ef 5:16) e as pessoas
não têm tanto discernimento bíblico, pois não buscam o
conhecimento do Senhor. A palavra de Deus diz “se
buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a
procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o
conhecimento de Deus. Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca
vem a inteligência e o entendimento. Ele reserva a verdadeira
sabedoria para os retos; é escudo para os que caminham na
sinceridade, guarda as veredas do juízo e conserva o caminho dos
seus santos. Então, entenderás justiça, juízo e equidade, todas
as boas veredas”
(Pv
2:4-9).
Como entenderemos a maneira como devemos nos portar diante dos
incrédulos? Buscando o conhecimento do Senhor. A palavra do Senhor
também nos diz “O
meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento”
(Os 4:6).
Em
nosso estudo vamos tratar sobre a liberdade do cristão em relação
a bebidas alcoólicas e tatuagens, embora este assunto possa ser
usado para abranger outros temas. Pode um cristão ingerir bebida
alcoólica e até mesmo fazer tatuagem? Até aonde devemos usar nossa
liberdade como cristãos? Tudo me lícito, mas tudo me convém fazer?
O propósito desse estudo é ajudá-lo a entender o que é agradável
a Deus e o que não é. É possível que você estranhe algumas
afirmações que faremos. Apesar disso não quero instruí-lo a fazer
o que é errado, pois neste estudo tentaremos ser o mais claro
possível pra que você possa compreender aquilo que a Palavra de
Deus ensina. Antes de tratarmos dos temas propostos, vamos analisar,
rapidamente, o que a Bíblia diz sobre liberdade cristã. É
importante tratarmos disso agora antes de entrarmos na questão da
bebida alcoólicas e das tatuagens.
O
QUE É LIBERDADE CRISTÃ?
Paulo,
escrevendo aos crentes da cidade de Corinto, disse: Todas
as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas,
mas nem todas edificam
(1 Co 10:23). O cristão é livre para viver de acordo com a vontade
de Deus. É importante que entendamos isto, pois nossa cultura é
hedonista, ela vive para os prazeres da carne. Infelizmente, há
muitos crentes hedonistas dentro da igreja, querendo fazer a vontade
da carne e dos pensamentos (2 Tm 3:4). Essas pessoas são como
aquelas que Paulo descreve em Efésios 4:17-19:
“Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis
como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios
pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus
por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração,
os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução
para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza”.
Moderação
e exageros
A
Palavra de Deus nos ensina a sermos moderados em tudo. Isso significa
que não devemos pensar que podemos agir de acordo com as nossas
vontades corrompidas, mas de acordo com a vontade de Deus, pois não
somos mais de nós mesmo, mas pertencemos ao Senhor (1 Co 6:19, 20).
As nossas vontades devem estar em acordo com a vontade de Deus uma
vez que somos dele (Fp 4:8; 1 Jo 3:7-10). Veja o que a Bíblia em
relação a isto:
-
Comer muito mel não é bom; assim, procurar a própria honra não é honra. Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio (Pv 25:27,28).
-
Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um (Rm 12:3).
-
Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação (2 Tm 1:7).
-
Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor (Fp 4:5).
Ao
observar essas passagens entendemos que devemos ser pessoas que devem
dar um bom testemunho na igreja e na sociedade (3 Jo 1:9-12). O
cristão tem que ser uma pessoa moderada. O exagero, como é ensinado
em Provérbios 25:27, não é bom, pois uma pessoa que não tem
domínio próprio é como uma cidade sem muros, derribada, não serve
para segurança de um povo. O domínio próprio é um dos frutos do
Espírito Santo e deve ser usado sempre (Gl 5:22).
O
que devemos aprender com isso é que nós não podemos sair por aí
fazendo o que bem entendemos, segundo a nossa carnalidade, e dizer
que somos livres para cometer tais atos. A palavra de Deus não dá
liberdade para a libertinagem, que é condenada por Deus. Uma coisa é
ser livre no Senhor, outra, bem diferente, é viver pela carne. Pois
a Bíblia nos ensina: “Portanto, os que estão na carne não podem
agradar a Deus” (Rm 8:7).
Considerando
os limites da liberdade cristã para com o nosso próximo
Tendo
entendido o que a Bíblia fala sobre liberdade cristã e moderação,
quais são os limites da nossa liberdade para com o nosso próximo?
Precisamos compreender que quando nossa liberdade faz com que o nosso
irmão tropece devemos considerar se nossa atitude para com ele está
certa ou errada. Entenda isso: se a minha liberdade faz com que meu
próximo se sinta escandalizado ou que ele compreenda errado minha
posição e venha a imitar minha posição e viver inquieto com
aquilo, por causa do que me viu fazendo, eu estou agindo de forma
errada. Veja, por exemplo, o que Paulo disse aos coríntios em 1
Coríntios 10:23-33:
“Todas
as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas,
mas nem todas edificam. Ninguém busque o seu próprio interesse, e
sim o de outrem. Comei de tudo o que se vende no mercado, sem nada
perguntardes por motivo de consciência; porque do Senhor é a terra
e a sua plenitude. Se algum dentre os incrédulos vos convidar, e
quiserdes ir, comei de tudo o que for posto diante de vós, sem nada
perguntardes por motivo de consciência. Porém, se alguém vos
disser: Isto é coisa sacrificada a ídolo, não comais, por causa
daquele que vos advertiu e por causa da consciência; consciência,
digo, não a tua propriamente, mas a do outro. Pois por que há de
ser julgada a minha liberdade pela consciência alheia? Se eu
participo com ações de graças, por que hei de ser vituperado por
causa daquilo por que dou graças? Portanto, quer comais, quer bebais
ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.
Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios,
nem tampouco para a igreja de Deus, assim como também eu procuro, em
tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse,
mas o de muitos, para que sejam salvos”.
Analisando
1 Coríntios 8, 9 e 10
Essa
explicação de Paulo começa no capítulo 8 e só termina no 10.
Voltaremos para o texto citado, mas antes vamos analisar os outros
capítulos. Nestes capítulos Paulo está querendo mostrar quais são
os limites da liberdade cristã e para isso ele responde as dúvidas
que estavam entre os crentes de Corinto. Pois, alguns, que eram mais
instruídos, entendiam que os ídolos não é nada e que tudo
pertence a Deus e, portanto, criam que se comessem alguma coisa que
estivesse num templo pagão ou viesse de lá, não teria nenhum
problema, pois para estes o ídolo não é nada, mas todas as coisas
são do Senhor. A questão era que os menos entendidos, os fracos,
não tinham a mesma compreensão que os mais fortes tinham e,
portanto, ficavam confusos ao verem os mais fortes comendo carne que
vinha do templo, embora eles, constrangidos, também comessem da
mesma carne em casa. A questão que gira em torno desses capítulos
era se os crentes de Corinto podiam ou não comer da carne que era
vendida no mercado, mas que ao mesmo tempo poderia ter vindo de um
templo pagão e, portanto, era sacrificada a ídolos; e também se os
mais fortes estavam corretos em comer dessa carne no templo junto com
seus os amigos.
Os
fortes e os fracos
Existiam
dois grupos de pessoas na igreja de Corinto que era o grupo dos
fortes, os que tinham mais conhecimento da Palavra de Deus, portanto,
os estudiosos. E os fracos, os que eram menos instruídos, mas
estavam ali aprendendo e buscando viver de acordo com os mandamentos
de Deus. Entre esses dois grupos estava havendo erros teológicos e
de conduta. Os mais fortes achavam que tinham toda razão em certos
assuntos e os mais fracos eram confusos e entravam em confusões
mentais devido a maneira dos mais fortes agirem em certas ocasiões.
Isso ainda existe hoje, por isso estamos estudando este assunto.
A
religião dos pagãos
Naquele
tempo existia um tipo de religião que era dedicada aos deuses
pagãos, e animais eram oferecidos a esses deuses. Eram cultos com
rituais ligados a sacrifícios e ao sexo. Em Corinto existia um
templo dedicado à deusa Afrodite, que era a deusa do amor e da
fertilidade. As sacerdotisas do templo eram prostitutas que se
deitavam com os adoradores para encenar o ciclo de fertilização da
terra e também tinham relações sexuais como parte do culto. Como
parte do culto existia um certo tipo de banquete oferecido aos deuses
pagãos em que o adorador doava um animal para sacrifício. Por
exemplo: uma pessoa poderia dar quatro bois - ou mais - para
sacrifício a Afrodite. O sacerdote tirava uma parte daquela carne e
a outra voltava para o ofertante que, após o culto à deusa, tinha
de dar um jeito de dar um fim àquela carne. Ele podia comer no
templo com os seus familiares e amigos, pois ali havia um certo tipo
churrasqueira; ou levaria para casa. O sacerdote, que oferecia o
sacrifício, tinha de consumir toda aquela carne ou dar um jeito de
ela não se perder. Como naquele tempo não existia refrigerador,
então a carne se perderia facilmente. Se, por exemplo, tivesse muita
carne, e ele não desse conta de tudo, o jeito mais prático de dar
fim àquela carne de boa qualidade era vender no mercado público
onde qualquer pessoa a compraria por um bom preço e, então, a carne
não se perderia.
A
questão da carne do templo e no templo
Os
mais novos na fé, sabendo que a carne que era comprado no mercado
poderia ter vindo do templo da deusa Afrodite, e tendo entendido que
não deviam mais ser idolatras, ficavam confusos quando viam os que
eram mais entendidos (fortes) comendo daquela carne e então se
escandalizavam com aquela cena. Apesar de eles (os fracos) ainda
comerem da carne, ficavam tristes porque em sua mente tinham a ideia
de que aquilo era errado, mas como os que sabiam mais faziam a mesma
coisa sem nenhum problema, eles comiam a carne, mesmo constrangidos
dentro de si. Obviamente estas pessoas, que são chamadas de fracas
ouviram pregações a respeito do pecado da idolatria e que existe
uma influência demoníaca nos rituais dos cultos pagãos e ficavam
confusas quanto a comerem carne que vinha do mercado. É como muitos
de nós que não comeríamos uma galinha que viesse de um terreiro de
macumba, pois sabemos que aquilo foi oferecido a um demônio. Numa
situação dessa nos perguntamos: “posso
comer ou não? Isso veio de um lugar onde existem práticas
diabólicas”.
Os
mais fortes, porém, entendiam que não tinha nenhum problema se
comprassem a carne no mercado ou comesse no templo, pois diziam que
não tinham nenhum problema com os ídolos, pois eles eram obra da
imaginação humana. Paulo concorda com eles de que os ídolos não
são coisa alguma (1 Co 8:4-6). Porém, os menos instruídos não
entendiam essas coisas e ficavam confusos e até mesmo tristes com
isso, pois ainda comiam dessas carnes, mas ficavam se perguntando:
posso
ou não posso?
(1 Co 8:7). Mesmo constrangidos eles comiam. Muitos desses crentes
fracos decidiram ser vegetarianos para que não usufruíssem da carne
que vem do mercado, pois era uma carne que 50% de certeza tinha vindo
do templo e acabara de ser sacrificada a um ídolo. O problema era
que os mais fracos eram pessoas, como já vimos, novas na fé. Elas
tinham vindo de uma religião pagã e quando viam os fortes comendo
carne no templo não aceitavam aquilo, pois para eles aquilo era
errado. Comer
carne no templo? Que atitude feia! Essa
poderia ser a reação de um dos novos na fé.
Porém,
apesar de Paulo concordar com os mais fortes até certo ponto, ele
diz:
“No que se refere às coisas sacrificadas a ídolos, reconhecemos
que todos somos senhores do saber. O saber ensoberbece, mas o amor
edifica. Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não
aprendeu ainda como convém saber. Mas, se alguém ama a Deus, esse é
conhecido por ele. […] Vede, porém, que esta vossa liberdade não
venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos” (1
Co 8:1, 2, 3, 9).
Ele diz que a questão em si não é o comer a carne sacrificada,
pois ninguém será recomendado a Deus se comer ou não da carne
(vss. 7, 8). Ninguém ganharia alguma coisa ou perderia se comesse ou
deixasse de comer uma carne que tivesse vindo de um templo pagão e
foi vendida no mercado, onde todos poderiam comprar. Mas, se minha
atitude vem a ser motivo de tropeço para o meu irmão, então estou
pecando contra Cristo (vss. 11-13).
O
que vem a ser o escândalo
O
que vem a ser escândalo ou tropeço aqui? Seria você fazer algo que
induz o seu próximo a fazer alguma coisa que ele não compreende,
mas que ele, por ter a consciência fraca, fará aquilo, embora que
depois se sentirá triste, arrependido, confuso quanto a atitude que
tomou. Essa pessoa fez algo que foi contra a sua consciência por
causa que foi induzida a fazer aquilo pela dúvida. Na mente dela,
ela acha que pecou contra o Senhor, portanto, se arrepende do que fez
e sente vergonha. Por isso Paulo diz que elas são fracas ainda. Não
por que são inferiores ou piores do que os mais dotados de
conhecimento, mas porque sua consciência ainda não tem bases firmes
quanto ao que é lícito e ao que não é. Por exemplo: tem muitas
pessoas na igreja que não fazem isso ou aquilo, ou não tomam isso
ou aquilo, pois sua mente ainda não tem solidez a cerca do que deve
ser feito ou não. Por isso há tanta gente confusa na igreja. A
questão é que os mais fortes devem entender que os mais fracos caem
no erro devido o abuso da liberdade deles em fazer coisas que os mais
fracos ainda não compreendem o por que daquilo.
O
escândalo não significa divergência de opinião, pois todos
divergimos em muitas coisas, mas sim levar o meu próximo ao erro. É
fazer com que uma pessoa fique com peso na consciência por ter
cometido um ato praticado pela dúvida. Mesmo que para os mais fortes
em Corinto o comer a carne que saia do templo e ia para o mercado não
tivesse nenhum problema, eles poderiam induzir os mais fracos a
cometerem algo que depois sua consciência entraria em confusão e
então eles viram a tropeçar. Por isso Paulo fala em Romanos
14:21-23 ao tratar do mesmo assunto: "É
bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa
com que teu irmão venha a tropeçar [ou se ofender ou se
enfraquecer]. A fé que tens, tem-na para ti mesmo perante Deus.
Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova. Mas
aquele que tem dúvidas é condenado se comer, porque o que faz não
provém de fé; e tudo o que não provém de fé é pecado".
Se meu irmão pode vir a tropeçar por causa da minha atitude é
melhor me guardar de cometer tal pecado contra ele e contra Cristo (1
Co 8:12).
Adiáfora
Existem
certas coisas como a do nosso assunto, que é sobre bebidas
alcoólicas e tatuagens, que a Bíblia não diz nem que pode nem que
não pode. São questões de consciência. Adiáfora significa que há
coisas que não são nem obrigatórias nem proibidas, por exemplo o
nosso assunto. Muitas pessoas dizem que é pecado fazer certas
coisas, mas na realidade a Bíblia não diz nem que sim nem que não.
Isso é uma adiáfora.
Paulo
e o uso da sua liberdade
Em
1 Coríntios 9 Paulo vai mostrar que ele era apóstolos e tinha os
mesmos direitos que os outros apóstolos tinham. Ele mostra suas
credencias (vss. 1, 2) e diz que tinha todo o direito de receber
daquela igreja que ele mesmo foi o fundador. Entretanto,
diz ele, não
usamos desse direito; antes, suportamos tudo, para não criarmos
qualquer obstáculo ao evangelho de Cristo (vs.
12).
Neste
capítulo Paulo quer mostrar que ele sendo apóstolo poderia usar de
todos os seus direitos que tem, porém, ele diz que prefere se abster
de muitos desses diretos, em certo ponto, para que o evangelho não
se torne escândalo ou tropeço para a igreja. Este exemplo foi usado
para dizer que ele pregava não por dinheiro, mas porque aquela era
sua obrigação para com Deus, e adiciona uma cláusula importa: “ai
de mim se não pregar o evangelho!”
(vs.
16). Este exemplo serviu para mostrar que ele sendo apóstolo não
fazia tudo o que queria, nem se aproveitava do seu conhecimento como
desculpa para fazer o que quisesse, mesmo que estive certo.
O
mau exemplo do povo de Israel
No
capítulo 10:1-13 Paulo mostra exemplos a partir do povo de Israel,
mostrando que eles abusaram da liberdade que tinham e, portanto,
foram humilhados pelo Senhor. Esses exemplos, diz Paulo, nos serve
para advertência para que não venhamos a tropeçar e vir a se
entristecer. Por isso ele diz: “aquele, pois, que pensa estar de pé
veja que não caia. Não vos sobreveio tentação que não fosse
humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além
das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos
proverá livramento, de sorte que a possais suportar”
(vss.
12, 13).
Os
fortes, o cálice do Senhor e o cálice dos demônios
Dos
versículos 14 a 22 Paulo está mostrando que não podemos misturar o
que é aceitável a Deus com o que não é. Ele cita o exemplo da
ceia (vs. 16). Ele diz que não se pode tomar do cálice da comunhão
com Cristo e o cálice dos demônios (vs. 21). Não é louvável
participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Por que ele
está falando isso? Os mais entendidos, como já vimos, compreendiam
que não tinha problema comer da carne que vinha do mercado ou até
mesmo comer no templo, pois os ídolos não passam da invenção da
mente do ser humano. Neste ponto eles estavam certos, pois de fato os
ídolos são apenas invenção, mas erravam noutro. E este ponto era
participar da mesma mesa em que era oferecido sacrifícios a
demônios. Por isso Paulo diz que eles não poderiam beber o cálice
do Senhor e o cálice dos demônios; nem serem participantes da mesa
do Senhor e da mesa dos demônios. O que o apóstolo está querendo
dizer é que não se pode usar da liberdade cristã para fazer tudo
quanto se quer fazer. O problema, segundo Paulo, não estava na carne
em si, mas pra quem ela era oferecida. Estar no meio dos idolatras e
participar da mesa deles que é oferecida a demônios, era errado.
Por isso ele diz nos versículos de 18 a 21:
“Considerai
o Israel segundo a carne; não é certo que aqueles que se alimentam
dos sacrifícios são participantes do altar? Que digo, pois? Que o
sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem
algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a
demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos
torneis associados aos demônios. Não podeis beber o cálice do
Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da
mesa do Senhor e da mesa dos demônios”.
O
que o apóstolo está querendo dizer é que por mais que os mais
fortes tenham certa razão em considerar os ídolos como nada, eles
estavam errados em pensar que poderiam ser participantes da mesma
mesa deles. A atitude deles fazia que os mais fracos tropeçassem, ou
seja, se escandalizassem, ficassem confusos, por causa daquilo.
Portanto, não adianta ter uma teologia correta, mas, na prática,
viver no erro. Era isso que Paulo estava mostrando aos mais fortes na
fé, que eles estavam errando quando iam ao templo e, sentados à
mesa com os idolatras, comiam com os idolatras. Se por um lado os
fracos estavam errados em não compreender que tudo é do Senhor, e
que não tinha problema nenhum comer da carne que vinha do mercado,
por outro os mais fortes estavam abusando da sua liberdade para agir
de maneira errada, indo ao templo fazer-se participante da mesa dos
demônios. A mesa dos demônios, entenda, era o banquete dos
idolatras após o culto pagão. Entenda também, não é que eles
participassem do ato de culto dos idolatras, mas sim que depois do
culto eles participavam do banquete que acabara de ser oferecido a
Afrodite. Eles estavam em um ambiente não apropriado para o cristão,
participando de algo que era errado, embora soubessem que o comer a
carne em si não tinha nenhum problema, pois o que contamina o ser
humano não é o que entra, mas o que sai dele (Mc 7:14-23).
A
questão aqui não é se o crente pode ou não pode comer carne, mas
a liberdade do cristão em fazer certos tipos coisas. Paulo não está
em nenhum momento dizendo que não se pode comer carne, como os
adventistas presumem que não é bom comer carne, mas está tratando
do contexto em que os crentes de Corinto vivam um dilema que estavam
enfrentando que era questão do comer ou não a carne que sai do
templo, que foi sacrificada a ídolos, e depois vai para o mercado.
Tudo
é lícito, mas nem tudo convém
Voltemos
agora aos versículos 23 a 33 onde Paulo mostra que a liberdade
cristã deve ser usada de maneira coerente. Ele ensina que tudo é
lícito, mas nem tudo convém (vs. 24). Por que ele está dizendo
isso? Por que os mais fortes compreendiam que não tinha problema
nenhum em comer carne no templo com as pessoas que estivessem por lá.
Ora, não tendo culto, não havia problema para eles. Paulo diz isso
para mostrar que nem tudo convém. Se aquilo escandalizava irmãos
mais fracos, porque agir daquela maneira? Isso serve para nós
também! Então ele diz que ninguém deve buscar o seu próprio
interesse, mas o de seu próximo (vs. 24). Quanto aos fracos ele diz
que eles deveriam comer de tudo que se vende no mercado sem perguntar
nada a ninguém, pois tudo é do Senhor (vss. 25, 26). O que ele está
querendo explicar para os mais fracos é que aquela carne não tinha
nada em si, era apenas carne, não estava contaminada, não ia fazer
nenhum mal a eles se comessem. Apesar disso não seria louvável se
eles fossem ao templo e participassem da mesa dos demônios, pois,
“não
é certo que aqueles que se alimentam dos sacrifícios são
participantes do altar? Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é
alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo
que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e
não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos
demônios”.
Duas
dúvidas, duas perguntas
Dos
versículos 27 a 30 Paulo responde a duas questões que haviam entre
os crentes de Corinto.
Primeira
questão (1 Co 10:27): se
alguém que é idolatra me convidar para ir a um banquete em sua
casa, e lá vai ter carne que veio do templo, que foi vendida no
mercado, e eu quiser ir, devo comer da carne ou me abster daquilo?
A resposta de Paulo é: vá e coma sem perguntar nada por motivo de
consciência, ou seja, se ela veio do templo.
A
segunda questão era (1 Co 10:28-30): e
se eu for com um amigo e ele me disser “isto é coisa sacrificada a
ídolo!” eu devo comer carne ou não por causa dele?
Paulo responde: “não
comais, por causa daquele vos advertiu e por causa da consciência”.
Mas Paulo diz que não era por causa da consciência do que não
podia comer (o forte), mas da do seu amigo (o fraco) que o advertiu
que aquilo era coisa sacrificada a ídolo. Por isso ele diz “Pois
por que há de ser julgada a minha liberdade pela consciência
alheia?”
(vs. 29). Ele pergunta porque alguém que participa de algo com ações
de graças deveria ser condenado por aquilo que aprova (vs. 30). O
que o apóstolo está mostrando é o mesmo que ele fala em Romanos
14:22, 23 “A
fé que tens, tem-na para ti mesmo perante Deus. Bem-aventurado é
aquele que não se condena naquilo que aprova. Mas aquele que tem
dúvidas é condenado se comer, porque o que faz não provém de fé;
e tudo o que não provém de fé é pecado”.
Ora, se aquela pessoa ficasse na dúvida e viesse a comer da carne,
mesmo depois da advertência do seu irmão, ela agiria errado, mesmo
que não tivesse, em si, nenhum problema na carne, e em outro
ambiente, que não era no templo, mas o seu irmão tanto se
escandalizaria e poderia vir a comer da carne e depois ficar se
lamentando, quanto ele depois ficaria com um peso na consciência por
ter cometido aquele erro, sendo ele mais instruído do que o seu
amigo que era menos instruído na fé. Isso nos ensina que podemos
tomar certas atitudes e depois nos arrependermos. Por isso é bom
pensarmos bem antes de tomarmos algumas decisões em nossa vida.
O
resumo de Paulo sobre o assunto
No
versículo 31 Paulo diz que tudo deve ser feito para glória de Deus.
Mas já no 32 ele diz que não é bom ser causa de tropeço para o
seu próximo, nem tampouco para a igreja de Deus. E termina no 33
dando um exemplo dele mesmo dizendo que, assim como ele, não podemos
buscar interesses próprios, egoístas, que firam a consciência do
nosso próximo, mas devemos ser agradáveis a todos em tudo, para que
possamos alcançar outras pessoas para Cristo.
Resumo
e aplicações
Essa
questão envolvia ações de culto aos ídolos e é por isso que
Paulo diz que eles não deveriam sentar-se a mesma mesa para comer
com os idolatras no templo, pois os mais fracos viriam a se
escandalizar e ficar confusos com aquela atitude. A carne estando no
ato de culto era dedicada a demônios, por isso não era certo comer
dela ali. Depois que ela saia daquele ambiente não tinha nenhum
problema, pois era vendida no mercado e servida para consumo do povo.
É como na ceia, o pão passa a ser consagrado ao Senhor para aquele
momento, portanto, só pode comer dele os que são batizados. Depois
que ele é tirado daquilo momento, pode ser consumido por qualquer
pessoa, pois não está sendo usado como elemento consagrada ao
Senhor para um fim espiritual. Paulo estava explicando que não se
podia comer carne num templo pagão, pois seria o mesmo que se
associar aos demônios.
Compreendido
isso, até aonde devemos usar nossa liberdade para com o nosso
próximo? Vejamos que aplicações a Bíblia nos dá nestes capítulos
8, 9 e 10 de 1 Coríntios. Tendo explicado estas coisas, Paulo agora
termina sua palavra mostrando o seguinte:
-
O crente não deve se constranger ao comprar algo que está no mercado e que venha de um idolatra. Por exemplo: não há problema em comprarmos algum produto de um idolatra, pois se pensarmos que não podemos fazer isso, não teremos nada, pois a maior parte dos comerciantes são de uma religião diferente da nossa. Por isso ele diz (1 Co 10:25,26): Comei de tudo o que se vende no mercado, sem nada perguntardes por motivo de consciência; porque do Senhor é a terra e a sua plenitude.
-
Os mais fracos precisam compreender que nem tudo é pecado. Eles precisam de entendimento quanto a certos assuntos, pois ainda são fracos na fé. Necessitam de estudo e da compreensão da adiáfora. Por isso Paulo diz: “[…] porque alguns, por efeito da familiaridade até agora com o ídolo, ainda comem dessas coisas como a ele sacrificadas; e a consciência destes, por ser fraca, vem a contaminar-se” (1 Co 8:7).
-
Os mais fortes devem aprender que não podem fazer tudo o que querem, porque entendem que não é pecado. Paulo nos ensina duas coisas quanto a isso: a) os fracos não compreendem todas as coisas como os fortes, por isso o apóstolo diz: “Entretanto, não há esse conhecimento em todos”. b) os mais fortes devem aprender a se abster de certas coisas na frente dos mais fracos e devem suportá-los em amor para que não venham a tropeçar e o evangelho também não venha a ser motivo de tropeço para os fracos. Veja o que Paulo fala em 1 Co 9:11-15: “Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito recolhermos de vós bens materiais? Se outros participam desse direito sobre vós, não o temos nós em maior medida? Entretanto, não usamos desse direito; antes, suportamos tudo, para não criarmos qualquer obstáculo ao evangelho de Cristo. Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho; eu, porém, não me tenho servido de nenhuma destas coisas e não escrevo isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, antes que alguém me anule esta glória”.
Aprendemos com isso que não podemos fazer tudo o que queremos. O exemplo de Paulo é para nos ensinar que não precisamos agir em prol do nosso egoísmo.
-
O cristão não deve pensar com interesses próprios, mas deve compreender que não deve ser motivo de escândalo para o seu próximo. Portanto, devemos pensar no nosso próximo antes de praticarmos certos atos, estar em certos lugares, querer fazer certas coisas, etc. O princípio da liberdade cristã está ligado ao amor ao próximo. Tem coisas que devemos abrir mão por amor a Jesus e ao nosso próximo.
-
Minha liberdade deve ir até aonde meu próximo é respeitado. Por isso é importante que embora nem tudo seja pecado, devemos ser pacientes com os que tem menos entendimento a respeito de certas práticas nossas. É necessário que os mais fortes não só pensem nos mais fracos e ajam corretamente, mas que pela Palavra de Deus ensinem aos mais fracos que há coisas que em si não são pecado, mas podem ser feitas dentro dos parâmetros da moderação cristã.
-
Deus nos deu liberdade, mas, mesmo que tudo me seja lícito, nem tudo me convém. Em 1 Coríntios 6:12: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas”. Quem acha que é forte não deve abusar da liberdade que tem como pretexto para fazer tudo o que quer. Por isso Paulo cita o exemplo de Israel para mostrar que Deus é bom e fiel em te livrar das tentações, mas se você busca a tentação, está usando sua liberdade para pecar. O cristão não pode viver da presunção, pois ela é pecado. “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1 Co 10:12).
Era
necessário que compreendêssemos este assunto da liberdade cristã
antes de entrarmos na questão das bebidas e tatuagens. Esta foi uma
introdução ao assunto, portanto, mais que necessária. Alguns
jovens cristãos querem agir sem o consentimento bíblico e esta é a
pior forma de pensar como um cristão, como alguém que diz que crer
em Deus e o ama. Devemos tomar cuidado com o nosso coração, pois
ele é enganoso e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? (Jr
17:9).
O
CRISTÃO E A BEBIDA ALCOÓLICA
Vamos,
em primeiro lugar, estudar sobre o que a Bíblia ensina sobre o
consumo de bebida alcoólica. Muita dúvida surgir a respeito desse
assunto. Tem pessoas que aceitam o crente consumir bebidas
alcoólicas, embora que moderadamente, e outras que sentem raiva só
de ouvir falar. Mas, podemos ou não tomar um vinho, ou quem sabe até
cerveja ou whisky?
O
uso de bebida forte no Antigo e no Novo Testamento (as bençãos do
vinho)
O
Antigo Testamento apresenta o que era correto e o que era errado para
o povo de Israel. Alguns textos mostram a permissão de consumo de
bebida fermentada, ou bebida forte. Já em outros textos é condenado
o que o alto consumo dessas bebidas podem causar. A Bíblia apresenta
dois tipos de vinho que era o vinho fermentado e o não fermentado
(mosto). Vamos ver alguns textos que falam da permissão do consumido
de bebida forte e de como isso era um certo tipo de benção.
-
Gênesis 43:26-34 mostra José, filho do patriarca Jacó, comendo e bebendo com os seus irmãos (a bebida no mínimo era forte). O versículo 34 diz que eles, os irmãos de José, beberam e se regalaram com ele naquele banquete (na história José era governador do Egito e ainda não tinha se revelado aos seus irmãos que o vendera aos midianitas e mentiram para o seu pai, Jacó, dizendo que um animal havia matado o irmão mais novo, José).
-
Em Deuteronômio 14:22-26 aprendemos que em uma parte das colheitas do fruto da terra donde se tiravam os dízimos do povo de Deus, que eram destinados aos levitas, ao estrangeiro, ao órfão e a viúva (Dt 14:28,29; Nm 18:21-24), envolvia o consumo de bebida forte para se alegrarem diante do Senhor. Esta parte do dízimo era para um momento de festa do povo e envolvia bebida alcoólica.
“22
Certamente, darás os dízimos de todo o fruto das tuas sementes, que
ano após ano se recolher do campo. 23
E, perante o SENHOR, teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer
habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu cereal, do teu vinho,
do teu azeite e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas;
para que aprendas a temer o SENHOR, teu Deus, todos os dias […] 26
Esse dinheiro, dá-lo-ás por tudo o que deseja a tua alma, por
vacas, ou ovelhas, ou vinho, ou bebida forte, ou qualquer coisa que
te pedir a tua alma; come-o ali perante o SENHOR, teu Deus, e te
alegrarás, tu e a tua casa;”.
-
O Salmo 104:15 fala do vinho como bebida que alegra (cf. Jz 9:13; Sl 23:5; Ec 10:19; Zc 10:7).
-
Numa das ofertas contínuas (que sempre eram oferecidas) continha o uso de bebida forte como libação (aspersão ou derramamento de um líquido) como vemos em: Números 28:6,7; cf. Êx 29:38-42.
-
Em Provérbios 31:6 vemos que a bebida alcoólica era usada como relaxamento e medicação. Assim como vemos em 1 Timóteo 5:23.
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Passagens do Antigo Testamento como Gn 27:28 (fala do mosto que era o vinho); Ec 9:7; Is 25:6; Jl 2:19, 24; 3:18; Am 9:13; Zc 10:7); todos esses versículos falam do vinho como sinal de benção, festa, esperança futura, alegria física e espiritual e abundância.
-
Em Gn 9:20,21 lemos que Noé plantou uma vinha e se embriagou com o vinho que fez. Quanto a isto deixo três perguntas: 1) Noé podia beber vinho forte? E: 2) aquele vinho era suco de uva ou bebida forte? Óbvio que a embriagues dele trouxe consequências. Veremos isso mais a frente. 3) A Bíblia diz que Noé era um homem íntegro diante de Deus, ele perdeu sua integridade por ter bebido o vinho que o embriagou?
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Em João 2:1-12 lemos a história do milagre da transformação da água em vinho. Jesus tinha ido a uma festa de casamento em Caná da Galileia e o vinho acaba. As festas de casamento naquela época duravam sete dias e nesta, no terceiro dia, o vinho já acabara (possivelmente a família fosse pobre e não tivesse dinheiro o suficiente para comprar muito vinho). A mãe de Jesus logo chega pra ele e lhe dá a má notícia, mas ele lhe diz que ainda não era a hora dele se manifestar. Mesmo assim fez o milagre. Aquela água se transformou em vinho forte ou suco de uva? Pode ser que aquele vinho era forte, pois era para um momento de festa e alegrar o povo. Um suco de uva não daria alegria ao povo e nem tinha razão de ser o melhor vinho, pois o melhor vinho era aquele que alegrava o coração e é possível que Jesus tenha tomado deste vinho.
-
O vinho da páscoa era colhido sete meses antes, o que dá a entender que, pelo fato de não existir outro sistema naquela época de conservação ou pasteurização, se não que a fermentação, aquele vinho usado naquela ocasião era fermentado, pois havia sido engarrafado sete meses antes da páscoa começar. Como aquele vinho estaria bom sem algum tipo de conservação? E já que não existia outro tipo, o único tipo de conservante era a fermentação. A respeito disso podemos ver que em Atos 2:5-13 os discípulos foram acusados de estarem bêbados por falarem a mesma língua daqueles povos que estavam reunidos em Jerusalém. É óbvio que para aquelas pessoas acusarem os discípulos, mesmo que não compreendessem o que estava acontecendo, eles entendiam que não havia problema algum no consumo de bebida forte, embora que moderado.
-
Outros textos do Novo Testamento falam do uso do vinho. Vejamos alguns exemplos:
a)
O momento em que Jesus ceia com os apóstolos e fala que vai tomar
com os discípulos do fruto da vide no reino do Pai (consequentemente
conosco também) lembra as passagens de Is 25:6; Jl 2:19, 24; 3:18;
Am 9:13; Zc 10:7 que vimos que fala do vinho como sinal de várias
coisas. Nesses textos vemos a palavra mosto, mas se formos analisar o
relato do que aconteceu com Noé, que se embriagou com o seu vinho,
veremos que aquele vinho também era semelhante ao dessas passagens
aqui citadas.
b)
Paulo
instrui os presbíteros a não serem dado ao vinho, mas não proíbe
o consumo (1 Tm 3:3; Tt 1:7,8). Os diáconos também deveriam ser
moderados, não serem dado ao muito vinho (1 Tm 3:8). Paulo está
alertando quanto ao quê? Não é que não podia tomar bebida forte,
mas que os líderes devem ser pessoas controlados e moderadas, de boa
fama e pessoa de mente equilibrada.
c)
Tito 2:2-6 ensina que os velhos devem ser sóbrios, pessoas que tem
domínio próprio; e as mulheres mais velhas que deveriam/devem
ensinar as mais novas não poderiam ser dadas ao muito vinho, mas
serem sóbrias, boas esposas e boas donas de casa, respeitosas,
moderadas, temperantes, castas, exemplos para as mais jovens. Ambos,
homem e mulher deveriam ser exemplos de pessoas não dominadas por
coisa alguma, isso inclui o vinho.
d)
Em 1 Tm 5:23 Paulo instrui a Timóteo que tome um pouco de vinho por
causa de problemas de saúde (como a água daquela região e época
não era boa, possivelmente ela estava causando um mal efeito em
Timóteo).
e)
Efésios 5:18 ensina que o crente não deve beber para se embriagar
com vinho, mas não está proibindo o consumo. O versículo indica
que não teria problema em beber moderadamente, mas se bebesse
excessivamente. É evidente que Paulo não está falando de suco de
uva, mas de vinho, bebida forte.
Acredito
que estes textos sejam o bastante. Este não é um estudo longo sobre
o assunto. Pelo Antigo e Novo Testamentos vemos, então, que não era
proibido o uso de bebida forte ou alcoólica. Se fosse, Deus não
teria usado nas ofertas contínuas, pois o que estava sendo oferecido
era bebida forte (Nm 28:7). Em Lucas 7:33,34 Jesus é acusado porque
bebia vinho. Será que os fariseus e os interpretes da Lei reclamaram
porque ele estava bebendo suco de uva? Veja que no texto Jesus estava
citando João Batista que não bebia vinho, mas foi chamado de
endemoninhado, e ele, Jesus, bebia vinho e era chamado de “bebedor
de vinho”. Eles queriam dizer que Jesus era bêbado, mas isso era
por causa da inveja que sempre tiveram dele. Os fariseus o acusaram,
não só porque bebia vinho, mas porque conversava e interagia com
pessoas marginalizadas. Aprendemos, então, que o consumo da bebida
alcoólica não era proibido.
Os
males causados pela bebida alcoólica
Até
aqui falamos do uso do vinho no Antigo e Novo Testamentos e vimos que
não é proibido o consumo de bebida alcoólica, mas, apesar disso,
ambos os testamentos trazem exortações quanto ao uso excessivo de
bebida forte. O álcool pode causar vários efeitos ruins tanto numa
pessoa só quanto numa sociedade, família, igreja, fase da vida,
etc.
O
que a Bíblia proíbe em relação ao uso da bebida alcoólica? As
Escrituras não proíbem o consumo, mas o excesso, o vício e os
males causados por isso. O excesso de bebida alcoólica pode produzir
efeitos de embriagues e este tipo de comportamento é condenado nas
Escrituras, pois tira o homem do seu estado de sanidade levando-o a
um estado de debilidade mental. A embriagues é proibida de forma
clara na Bíblia. Vamos ver alguns textos.
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1 Sm 1:14 – fala de Ana, mulher de Elcana, que orava baixinho e chorava pedindo um filho a Deus, pois era estéril. O sacerdote Eli passa por perto dela e pensa que ela estava bêbada e a repreende, mas, na verdade, ela estava sã (veja o vs. 15). Uso este versículo para mostrar que a embriagues era condenada para os filhos de Deus, mas não para dizer que Ana bebia bebida forte.
-
Pv 20:1 – este versículo não está proibindo o consumo do vinho e da bebida forte, mas apenas está dizendo que os efeitos dessas bebidas podem tirar o homem de seu estado normal para um ruim.
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Pv 23:20 – A dissolução é proibida na Bíblia. Os dissolutos são aqueles que vivem bêbados e não sabem o que fazem neste estado. Neste mesmo texto leia os versículos 31 a 35 que diz:
“Não
olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no
copo e se escoa suavemente. Pois ao cabo morderá como a cobra e
picará como o basilisco. Os teus olhos verão coisas esquisitas, e o
teu coração falará perversidades. Serás como o que se deita no
meio do mar e como o que se deita no alto do mastro e dirás:
Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando
despertarei? Então, tornarei a beber”.
O
texto não está proibindo o consumo do vinho, mas alertando ao que
pode acontecer quando a cobiça toma assento no coração do homem e
o leva a fazer loucuras. Olhar para o
vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se
escoa suavemente,
significa desejar de forma errada, desejar um prazer escarnecedor; é
a mesma explicação de Pv 20:1.
-
Dt 21:18-20 – O excesso de bebida alcoólica produz conflitos familiares. Paulo diz para os Efésios para que não se embriagassem com vinho, onde há contenda (Ef 5:18).
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Gl 5:21 – A bebedice, ou seja, o vício é um fruto da carne.
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1 Co 6:9,10 – Os bêbados não herdarão o céu.
Outros
problemas relacionados ao alto consumo de bebida alcoólica
A
bebida alcoólica em excesso ou o vício pode causar problemas de
saúde. Quero listas aqui oito sintomas causados pelo alcoolismo [as
informações abaixo são do Dr. Arthur Frazão (Clínico
geral e especialista em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio
Grande do Norte com registro profissional no CRM/PE – 16878.)
e foram
extraídas do site
https://www.tuasaude.com/doencas-provocadas-pelo-alcool/].
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Gastrite
Uma
inflamação da parede do estômago que causa sintomas como perda de
apetite, azia, náuseas e vômitos.
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Hepatite ou cirrose hepática
O
consumo excessivo de álcool pode provocar inflamação do fígado,
conhecida como hepatite, que causa sinais como olhos e pele
amarelados e abdômen inchado. Quando ocorrem episódios de hepatite
repetidos, pode ocorrer cirrose hepática, que acontece quando as
células do fígado são destruídas, deixando o fígado de funcionar
e levando à morte do paciente.
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Impotência ou infertilidade
O
excesso de álcool pode levar à lesão dos nervos do organismo,
podendo provocar impotência no homem. Já na mulher o período
menstrual pode se tornar irregular, podendo provocar infertilidade.
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Infarto e trombose
O
consumo de bebidas alcoólicas em excesso durante um longo período
de tempo pode provocar doenças cardiovasculares como infarto ou
trombose. Geralmente, estas doenças ocorrem devido a elevadas taxas
de colesterol e triglicerídeos, onde há excesso de gordura
acumulada nas artérias e que impede a circulação normal do sangue.
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Câncer
O
consumo de álcool sempre foi um fator de risco para o câncer, porém
novos estudos estão confirmando a ligação direta entre o consumo
de bebidas alcoólicas e o surgimento de até 7 tipos de câncer, que
incluem a faringe, laringe, esôfago, fígado, cólon, reto e mama.
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Pelagra
O
consumo de bebidas alcoólicas de forma repetida e em quantidades
elevadas pode provocar pelagra, uma doença conhecida como pelagra
que é causada por falta de vitamina B3 (niacina) e que provoca pele
acastanhada em diferentes partes do corpo, como face e mãos, e que
geralmente provoca coceira frequente e diarreia constante.
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Demência
Quando
o individuo consome bebidas alcoólicas em excesso, pode surgir
demência, que se caracteriza pela perda de memória, dificuldade em
falar e em mover-se. Geralmente, estes são os casos mais graves e o
alcoólatra acaba ficando dependente para comer, vestir-se e tomar
banho.
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Anorexia Alcoólica
Quando
as bebidas alcoólicas passam a ser ingeridas no lugar de alimentos
para evitar a ingestão de calorias e emagrecer, isso pode ser o
primeiro indício de Anorexia
Alcoólica.
Este é um distúrbio alimentar, que facilmente pode levar ao
surgimento da anorexia da bulimia, com a diferença de que nesse caso
as bebidas alcoólicas são usadas para diminuir a fome.
Outros
problemas relacionados ao alcoolismo é que ele perverte e corrompe
princípios morais; acaba com sua capacidade vocacional – se você
tem desejos ao ministério pastoral ou outras áreas da igreja e até
mesmo fora do âmbito eclesiástico, se entregar ao álcool poderá
atrapalhar suas vocações.
Os
devidos cuidados com relação a bebida alcoólica
Como
aprendemos até aqui, o consumo de bebida alcoólica em si não é
proibido na Bíblia, mas o excesso e alcoolismo sim, isso é
proibido. As Escrituras dizem que devemos ser pessoas moderadas, que
não têm do que se envergonhar. Sabendo todas estas coisas, o que
nos falta saber é quais são os devidos cuidados que devemos tomar
ao pensarmos em beber alguma bebida alcoólica. Desde já é
importante que entendamos que não devemos ficar julgando mal aqueles
que apreciam um pouco de vinho, ou tomam, moderadamente, outro tipo
de bebida alcoólica. A respeito disso Paulo escreveu: “Portanto,
ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias
de festa, ou da lua nova, ou dos sábados […]”
Colossenses 2:16.
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Tenha a maturidade de não beber junto de pessoas que tem a consciência ferida – que foram alcoólatras – isso pode causar sérios problemas na consciência daquela pessoa por causa da sua ação diante dela. É importante compreender que devemos ser controlados e respeitosos.
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Respeite o seu irmão mais fraco na fé que não compreende a sua atitude. O princípio da liberdade cristão é o amor ao próximo. Com isso não quero dizer que não possa existir um diálogo entre você e o seu amigo fraco na fé, pelo contrário, deve sim existir. É importante que você saiba respeitar e não induzir a beber alguma bebida alcoólica quem não compactua da mesma opinião que você.
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Não busque tomar bebida alcoólica se você é uma pessoa fraca para este tipo de bebida e vem a tropeçar e se entristecer depois – este é o mesmo problema que estava acontecendo em Corinto e que levou Paulo explicar sobre os limites da liberdade do cristão e das tristezas que podem surgir por causa da fraqueza mental daqueles que não compreendem bem sobre certos assuntos (1 Co 8:7 – no lugar de “coisas sacrificadas”, que era a carne que sai do templo, como vimos no início desse estudo, pense na bebida alcoólica).
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Não busque tomar bebida alcoólica se você tem tendências ao alcoolismo – não pense que você é tão forte quanto pensa que pode ser. Se você não consegue se segurar quando vê uma cerveja ou mesmo um vinho, é melhor que você faça um voto de abstinência. Ao invés disso tome suco ou água. Seja controlado. Não siga os apetites carnais do seu coração (Jr 17:9), isso pode ser uma porta aberta para uma vida desgraçada. Paulo, sendo apóstolo, preferiria se abster da carne por causa do irmão mais fraco que não compreendia o motivo de comer algo que, apesar de ser vendido no mercado, vinha de um templo pagão, porque não podemos se abster de uma bebida que poderá arruinar nossa vida?
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Não beba por causa de amigos – isso pode ser uma boa armadilha do diabo para levá-lo a viver dissolutamente e ter um mau testemunho.
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Tome cuidado com o pensamento sociocultural onde você mora. Às vezes problemas e escândalos surgem porque os crentes não são moderados e sensatos, pensam que não tem problema fazer isso ou aquilo porque sabem que não é pecado. Se essas pessoas atentassem para as palavras de Paulo em 1 Coríntios 8:9-12 nunca mais pensariam de forma tão rude e incoerente, pois o apóstolo diz: “Vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos. Porque, se alguém te vir a ti, que és dotado de saber, à mesa, em templo de ídolo, não será a consciência do que é fraco induzida a participar de comidas sacrificadas a ídolos? E assim, por causa do teu saber, perece o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu. E deste modo, pecando contra os irmãos, golpeando-lhes a consciência fraca, é contra Cristo que pecais”.
-
Não faça certas comemorações que envolve muitas pessoas com o uso de bebida alcoólica, porque não é coerente fazer isso, pois isso geraria escândalos. Não é correto e sensato para o cristão que em festas como casamento, aniversário e outras comemorações seja usado bebida alcoólica – salvo em casos específicos onde existe ordem e decência. Casos específicos, por exemplo: você e sua esposa; entre amigos que você sabe que pode tomar um vinho junto deles, mesmo assim em lugares onde apresenta ordem e decência.
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Conheço pessoas que saem de suas casas, se reúnem com os amigos e vão beber pra encher a cara. Óbvio, essas pessoas não tem vida santa de comunhão com Deus, são liberais. O liberalismo é visto como algo ruim, não só na Bíblia, mas também no meio social. O cristão não pode ser um liberal. A liberdade dele é guiada pela Palavra de Deus e não pelo seu insensato e desesperadamente corrupto coração.
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O crente deve saber que não é um beberrão e descontrolado. Não é certo fazer o que os descrentes fazem. Seja sensato, se você aprecia algum tipo de bebida alcoólica faça isso sem causar danos à igreja ou a sociedade. Procure não fazer este tipo prática, embora com moderação, em público não apropriado. Existem ambientes e ambientes. Nem tudo convém, lembre-se disso.
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Se você é pai ou mãe eduque seu filho no caminho do Senhor. Ensine-o sobre os limites da liberdade cristã de forma bíblica. Seja sincero com ele dentro da coerência. Não é bom que você sendo cristão induza seu filho a fazer algo que ele não têm capacidades mentais ainda para apreciar. Não é só sobre a bebida, mas sobre tudo. Portanto, jamais ofereça bebida alcoólica aos seus filhos. Cuidado, se você for um cristão incoerente, seu filho será uma tragédia para o seu lar por causa da sua incoerência e futuramente um péssimo cidadão, pai, educador, ele serão cristã nominal. As consequências disso pode partir de você, pois o que você plantar é o que também você vai colher (Gl 6:7).
-
O líder cristão não deve ser nem um glutão, nem um, como diz nosso ditado popular nordestino, cachaceiro. Os pastores devem ser pessoas sóbrias, moderadas, um perfil para as pessoas (1 Tm 3:2,3; Tt 1:7-9). Imagina você um pastor com bafo de vinho ou de cerveja na igreja, prestes a ir para o púlpito. Isso seria uma falta de respeito tanto com Deus quanto com as pessoas.
-
Por último, se fazer isso vai atrapalhar a pregação/anúncio do evangelho, pare por aí, faça o mesmo que Paulo faria: “se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo” (1 Co 8:13). Ler todo o capítulo de Romanos 14 vai ajudá-lo ainda mais neste assunto.
Conclusão
Estudamos
de forma séria e simples sobre esta questão tão mal interpretada
em nosso meio. O cristão deve ser livre, mas livre de acordo com a
boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Rm 12:1, 2). Você não
pode pensar que é livre de acordo com os padrões mundanos, mas se
for de acordo com o padrão do Senhor, aprenderá que a liberdade é
um presente almejado por todos, mas que amar o próximo é tão
importante quanto ser livre. Tome cuidado, você pode estar usando
sua liberdade de forma errada. Antes de tudo pense na bondade e
vontade de Deus e no seu próximo. Seja uma pessoa livre, mas livre
também do conceito diabólico de que você pode fazer tudo o que
quiser e desejar a sua alma de forma errada. O pensamento cristão é
bíblico e não hedonista. Você é livre para tomar um vinho, uma
cerveja, ou outra bebida alcoólica, qual é o problema em tomar este
tipo de bebida? Nenhum, quando isso é feito de acordo com os
princípios e moderação cristã.
Os
próprios crentes veem pecado onde não existe pecado e rótula seu
pensamento como o certo. O que a Bíblia diz é o que deve nortear o
pensamento do crente. É verdade que os exageros são condenados, mas
é mentira que provar um pouco de bebida alcoólica é pecado.
Precisamos urgentemente resgatar a cosmovisão bíblica. Muitos
pastores têm falado desses assuntos de maneira errada. Eles falam
que isso ou aquilo é errado porque causa isso ou aquilo. De fato, se
não formos sóbrios e não termos domínio próprio, sérios
problemas surgiram em nossa família, igreja, sociedade, escola, onde
quer que estivermos. Mas se formos pensar assim, que tudo é pecado,
então o crente não poderá fazer nada. Não pode ir a um teatro ver
uma peça teatral, a ir uma apresentação musical porque é de um
grupo mundano [é óbvio que existem limites para isto], trabalhar
com música secular (música secular coerente), pois é secular,
entre tantas coisas. Como poderemos ensinar a igreja sobre o
pensamento cristão a respeito de tudo se a maioria dos pastores
estão pensando e ensinando por si mesmos e não pelo pensamento
bíblico? Nunca tivemos tanta necessidade de uma cosmovisão bíblica
em nossas igrejas como em nossos dias. Os crentes não sabem os
limites da liberdade cristã, não sabem distinguir o certo do
errado. Estamos perecendo por falta de conhecimento e ensinamento
correto.
Precisamos
ser sábios. Tudo me é lícito, mas nem tudo convém e eu não posso
ser dominado pelas coisas (1 Co 6:12). A única coisa pelo que um
cristão deve ser dominado é a Palavra de Deus. Então sejamos
dominados por esta Palavra a tal ponto de nossa língua e mente estar
regada dela.
Concluo
esta segunda parte do estudo sobre os limites da liberdade cristã
lhe aconselhando que seja um cristão moderado em tudo. Não deixe
ser dominado por bebida, comida, ou qualquer coisa, pois
“o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e
alegria no Espírito Santo” (Rm 14:17).
Busque a vontade de Deus e não a sua própria. Muitas vezes querer
fazer nossas vontades atrapalhará até nossos melhores
relacionamentos. Seja moderado e um cristão bíblico.
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